Associação de Resistências em Paralelo
A associação de resistências em paralelo, também chamada de associação em derivação, é aquela que as resistências são ligadas em derivação, ou seja, as resistências partilham o mesmo ponto comum, chamado de NÓ. Então, se partilham o mesmo nó, as resistências são submetidas a mesma fonte de tensão.
Um dos exemplos para melhor clarificar esse tipo de associação, verifica-se mesmo em nossas casas, geralmente em nossas casas existem extensões de tomadas com 1, 2, 3, 4, 5 ou mais entradas, em cada entrada da extensão tem 220 V, e podemos conectar diversos electrodomésticos, desde TV, Rádio, Ferro de engomar ou qualquer outro. Mas a um dado por interessante que acontece nessa extensão, a tensão em cada electrodoméstico é a mesma, mas a corrente ramifica-se para cada electrodoméstico conectado a tomada.

Figura 1: Extensão Eléctrica (de tomada).
Vamos considerar uma associação com 3 resistências R1, R2 e R3 esquematicamente, essa associação pode ser representada assim:

Figura 2: Associação de Resistências em Paralelo.
A partir do esquema acima, pode-se tecer algumas considerações:
1. Resistência Eléctrica (R)

Para caso em que a associação dispõe apenas de duas resistências, a resistência equivalente pode-se calcular de seguinte modo:

Caso então a associação tiver todas as resistências iguais, dessa forma calcula-se a resistência equivalente (total):

Leia sobre: Lei de Ohm
2. Corrente Eléctrica (I)
A ligação de resistências em paralelo também chamada de derivação, justamente por haver uma derivação, ou seja, ramificações da corrente, como ilustra a figura 3. Quando a corrente que circula pelo todo circuto chega ao nó (ponto preto), ela divide-se percorrendo todas resistências do circuito. E quando atinge outro nó, essas correntes unificam-se (somam-se) e fazendo assim sempre a mesma trajectória. Então a corrente total do circuito será dado pela soma algébrica de todas as correntes que circula pelo circuito, matematicamente temos:

Figura 3: Ramificações de corrente.
Leia sobre: Corrente eléctrica

3. Tensão Eléctrica (U)
Uma vez que partilham o mesmo ponto, então todas as resistências estão submetidas as mesmas tensões, dessa forma fica:

Particularidades da Associação em Paralelo
- Numa associação em paralelo, cada um dos ramos funciona de forma independente dos outros, ou seja, quando uma das resistências fundir, as outras continuam em pleno funcionamento;
- Quando se acrescenta uma resistência numa associação em paralelo, a resistência equivalente RT diminui e consequentemente a corrente irá aumentar;
- É o tipo de ligação que são feitas em instalações residências e de iluminação pública.
Leia sobre: Trabalho realizado pela corrente eléctrica
Exemplo
São associados em paralelo dois resistores de resistência elétrica R1 = 6,0 Ω e R2 = 12 Ω. A associação é submetida à ddp U = 48 V.

Determine:
- A resistência eléctrica do resistor equivalente à associação;
- A intensidade da corrente eléctrica que percorre o resistor equivalente;
- A intensidade da corrente eléctrica que percorre cada um dos resistores associados.
Resolução
a) A resistência eléctrica do resistor equivalente à associação
Como são dois resistores associados em paralelo, a resistência do resistor equivalente pode-se calcular pela razão entre o produto e a soma das resistências dos resistores associados. Desse modo, em função dos dados R1 = 6 Ω e R2 = 12 Ω tem-se:

b) A intensidade da corrente eléctrica que percorre o resistor equivalente
Então, conhecido o valor da resistência equivalente que é RT = 4 Ω e tensão nos seus terminais é UT = 48 V, usando a fórmula pode-se calcular a corrente em todo o circuito.

c) A intensidade da corrente eléctrica que percorre cada um dos resistores associados
Uma vez que numa associação em paralelo a tensão que circula pelo circuito é igual em todas outras resistências, então isso quer dizer em todas as resistências tem-se uma tensão de 48 V, aplicando a Lei de Ohm, temos:

Olha que o somatório dessas duas correntes dá 12 A, exactamente a corrente que circula pelo todo o circuito.